segunda-feira, 21 de maio de 2018


5. CONCLUSÃO

    
      Nessa minha caminhada, de aprendizagens e na construção de sentidos para as dúvidas e questionamentos que surgiram, estive atenta e pude participar dos diferentes momentos de interação entre os alunos, na reunião de pais, no conselho de classe, e na festa de encerramento do ano letivo de 2016.
      A escola tem o dever de respeitar o tempo de aprendizagem de cada criança, ela deve utilizar diversos meios, para que possa lhe transmitir o conhecimento. A instituição deve compreender aceitar e trabalhar, com os diferentes tipos de cultura que chegam até ela, cada criança possui sua própria bagagem.
      O ensino na educação infantil não deve ser articulado para agradar os pais que procurem resultados, ele deve ser algo lúdico, fazendo com que a criança deseje vir a escola, gostem de estar neste ambiente, e que ao chegar em sua casa ela comente entre seus pais como foi divertido seu dia.
      A educação infantil é o primeiro contato entre a criança e escola e devido a isso ela deve ser muito bem articulada, pois determinada atitude incorreta, pode gerar um trauma, e uma grande recusa desta criança com a escola. O papel dessa instituição, nesse contexto, passa a ser determinante, ajudando a criança a se inserir na cultura, compartilhando com a família a responsabilidade pela formação humana de seus filhos.  
      A partir da observação, participação e colaboração efetiva durante as 132 horas em que estagiei na classe do maternal na Escola Interarte, no bairro de Burraquinho, Rua Ismar Pratés, s/n - Sítio Florilar, Lauro de Freitas - BA, 42700-000, presenciei oportunidades e vivências que são discutidas e demonstradas na academia, como experiências fundamentais para os professores aprendizes no percurso de sua formação, que enriquecem nossa “experiência” diante do desafio de estar à frente de uma turma, ou já estar atuando como professor. Fato que não nos afasta das dúvidas e anseios diante dos diversos problemas enfrentados pela educação brasileira e os indivíduos responsáveis por levar adiante “planos”, ”metas”, ”índices”, que não realizam ações necessárias há muito tempo. 
      Essas ações que acredito fundamentais para a melhoria da educação, bem como, um novo significado de escola, realmente democrática e justa e que faça sentido nesta sociedade de instabilidades e incertezas, onde acredito ser necessária e evidente a escola como local de formação integral para a vida e para o mundo do trabalho, bem como, local privilegiado de trocas de conhecimentos e experiências, tende funcionar de modo mais igualitário e fazendo sentido para a vida de seus atores. Afinal, “o estágio pode ser a oportunidade de começarmos a pesquisar nossa prática docente e os espaços onde esta acontece.” Pimenta e Lima ( 2004. p.227.)
       Nos momentos de convivência no interior da escola e fora também, pude refletir sobre minha ação docente-aprendiz, onde concluí que são necessários o estudo e desenvolvimento de diversas aptidões e inteligências mais as questões materiais de recursos suficientes para que uma equipe possa desenvolver uma prática que proporcione as crianças o desenvolvimento integral e humanista. Neste, sentido, concordo que há uma necessidade de produzirem-se novas práticas menos engessadas e mais funcionais que auxiliem os profissionais da educação que enfrentam um momento de muitos anseios e dúvidas a respeito de seu papel diante de uma sociedade de incertezas e desafios. 
      Percebi que as crianças da turma em que realizava o estágio eram estimuladas a aprender e descobrir através de oportunidades criadas pela educadora e sua auxiliar. Outro aspecto importante observado foi o modo de avaliação adotado pela escola, que me chamou a atenção, devido ao cuidado e interesse por resultados positivos por parte de toda a equipe e família envolvidas no processo educacional com o direcionamento e gestão da Diretora da instituição.      
      Assumir essa nova dimensão das creches e pré- escolas é promover os cuidados necessários a preservação da vida, contribuindo efetivamente para o aprendizado do auto cuidado, ligado às necessidades básicas de alimentação, sono, higiene, saúde. Esse aprendizado se estende até o conhecimento das leis mais gerais que reagem a natureza e a cultura, passando essencialmente pelo aprendizado do brincar, exercitado cotidianamente nos jogos de faz de conta, que possibilitam a ela a compreensão e  a transformação dos demais aspectos. 
      Analisando criticamente, os estágios supervisionados de licenciaturas deveriam ter uma carga horária bem maior do que é atualmente. A arte de educar certamente é a mais nobre de todas. O professor deve estar sempre atento à sua formação, pois, o mundo está em constante transformação. Paulo Freire apud Weiduschat (2007, p. 51), diz que: “Esta atividade exige que sua preparação, sua capacitação, sua formação se tornem processos permanentes”. 
      Ao termino do estágio, fiz uma reflexão de tudo que vivenciei na sala de aula, percebi que criança gosta mesmo é de “coisas de crianças”, brincar, correr, se sujar, pintar, gritar e etc. E cabe a nós professores realizar esta mediação para que a educação infantil seja “divertida” para essas crianças.  

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