5. CONCLUSÃO
Nessa minha
caminhada, de aprendizagens e na construção de sentidos para as dúvidas e
questionamentos que surgiram, estive atenta e pude participar dos diferentes
momentos de interação entre os alunos, na reunião de pais, no conselho de
classe, e na festa de encerramento do ano letivo de 2016.
A escola tem o
dever de respeitar o tempo de aprendizagem de cada criança, ela deve utilizar
diversos meios, para que possa lhe transmitir o conhecimento. A
instituição deve compreender aceitar e trabalhar, com os diferentes tipos de
cultura que chegam até ela, cada criança possui sua própria bagagem.
O ensino na
educação infantil não deve ser articulado para agradar os pais que procurem
resultados, ele deve ser algo lúdico, fazendo com que a criança deseje vir a
escola, gostem de estar neste ambiente, e que ao chegar em sua casa ela comente
entre seus pais como foi divertido seu dia.
A educação
infantil é o primeiro contato entre a criança e escola e devido a isso ela deve
ser muito bem articulada, pois determinada atitude incorreta, pode gerar um
trauma, e uma grande recusa desta criança com a escola. O papel dessa
instituição, nesse contexto, passa a ser determinante, ajudando a criança a se
inserir na cultura, compartilhando com a família a responsabilidade pela
formação humana de seus filhos.
A partir da observação, participação e colaboração efetiva durante as
132 horas em que estagiei na classe do maternal na Escola Interarte, no bairro
de Burraquinho, Rua Ismar Pratés, s/n - Sítio Florilar, Lauro de Freitas -
BA, 42700-000, presenciei oportunidades e vivências que são discutidas e
demonstradas na academia, como experiências fundamentais para os professores
aprendizes no percurso de sua formação, que enriquecem nossa “experiência”
diante do desafio de estar à frente de uma turma, ou já estar atuando como
professor. Fato que não nos afasta das dúvidas e anseios diante dos diversos
problemas enfrentados pela educação brasileira e os indivíduos responsáveis por
levar adiante “planos”, ”metas”, ”índices”, que não realizam ações necessárias
há muito tempo.
Essas ações que acredito fundamentais para a melhoria da educação, bem
como, um novo significado de escola, realmente democrática e justa e que faça
sentido nesta sociedade de instabilidades e incertezas, onde acredito ser
necessária e evidente a escola como local de formação integral para a vida e
para o mundo do trabalho, bem como, local privilegiado de trocas de
conhecimentos e experiências, tende funcionar de modo mais igualitário e
fazendo sentido para a vida de seus atores. Afinal, “o estágio pode ser a
oportunidade de começarmos a pesquisar nossa prática docente e os espaços onde
esta acontece.” Pimenta e Lima ( 2004. p.227.)
Nos momentos de convivência no interior da escola e
fora também, pude refletir sobre minha ação docente-aprendiz, onde concluí que
são necessários o estudo e desenvolvimento de diversas aptidões e inteligências
mais as questões materiais de recursos suficientes para que uma equipe possa
desenvolver uma prática que proporcione as crianças o desenvolvimento integral
e humanista. Neste, sentido, concordo que há uma necessidade de produzirem-se
novas práticas menos engessadas e mais funcionais que auxiliem os profissionais
da educação que enfrentam um momento de muitos anseios e dúvidas a respeito de
seu papel diante de uma sociedade de incertezas e desafios.
Percebi que as crianças da turma em que realizava o estágio eram
estimuladas a aprender e descobrir através de oportunidades criadas pela
educadora e sua auxiliar. Outro aspecto importante observado foi o modo de
avaliação adotado pela escola, que me chamou a atenção, devido ao cuidado e
interesse por resultados positivos por parte de toda a equipe e família
envolvidas no processo educacional com o direcionamento e gestão da Diretora da
instituição.
Assumir essa nova dimensão das creches e pré- escolas é promover os cuidados
necessários a preservação da vida, contribuindo efetivamente para o aprendizado
do auto cuidado, ligado às necessidades básicas de alimentação, sono, higiene,
saúde. Esse aprendizado se estende até o conhecimento das leis mais gerais que
reagem a natureza e a cultura, passando essencialmente pelo aprendizado do
brincar, exercitado cotidianamente nos jogos de faz de conta, que possibilitam
a ela a compreensão e a transformação dos demais aspectos.
Analisando criticamente, os estágios supervisionados de
licenciaturas deveriam ter uma carga horária bem maior do que é atualmente. A
arte de educar certamente é a mais nobre de todas. O professor deve estar
sempre atento à sua formação, pois, o mundo está em constante transformação.
Paulo Freire apud Weiduschat (2007, p. 51), diz que: “Esta atividade exige
que sua preparação, sua capacitação, sua formação se tornem processos
permanentes”.
Ao termino do estágio, fiz uma reflexão de tudo que vivenciei na sala de
aula, percebi que criança gosta mesmo é de “coisas de crianças”, brincar,
correr, se sujar, pintar, gritar e etc. E cabe a nós professores realizar esta
mediação para que a educação infantil seja “divertida” para essas
crianças.